QUAL ERA A PROCURA DE AGNES?
Agnes, nasceu em Skopje, na Macedônia em 1910. E aos doze anos,
aquela pequena menina sentiu fortemente o chamado de Deus. Naqueles dias, ela
ainda não sabia o quanto sua história estaria ligada as questões de
desigualdade social e que impactaria o mundo. Desigualdades sociais violências,
conflitos, corrupções, maldades perturbam a humanidade desde os dias de Noé. Os
desígnios do coração do homem eram continuamente maus naqueles dias, antes do
dilúvio. E hoje como estamos?
Eis-nos aqui,
milênios depois, ainda assolados pelas mesmas mazelas dos dias de Noé! A
desorganização política e social e todo o cortejo de misérias que elas
arrastam, ainda nos perturbam. Vivendo em situação semelhante à escravidão, nós
temos 40,5 milhões de pessoas na atualidade! A ONU diz que a fome atinge mais
de 820 milhões de pessoas no mundo. As consequências do egoísmo e ganância
humana são devastadoras: guerras, conflitos, violências, drogas e toda sorte de
infortúnios. E isso traz consequências drásticas para todos nós! Mas porque
ficamos as vezes tão apáticos diante disso?
Debates sobre
justiça social, igualdade, direitos humanos, vêm acontecendo a séculos. E
políticas assistenciais a esse respeito têm sido feitas, mas porque não
conseguimos resolver esses embates? Porque a questão não é só política e
social. O problema maior e de origem disso tudo é apenas um: o coração humano.
O coração corrupto e perverso. Só conseguimos abandonar a ganância e egoísmo
através de um novo coração. E só Cristo pode nos dar. A capacidade de amar e servir
ao próximo, requer um coração regenerado. E sobre servir ao próximo, o Mestre
esclareceu: “Porque tive fome e me deste de comer: tive sede, e me destes de
beber, era forasteiro e me acolhestes, estava nu e me vestistes... Sempre que
fizestes a um dos meus irmãos...a mim me fizestes.” Eis a questão: estamos
fazendo?
E o que isso tem a
ver com a história da pequena Agnes? Bom... voltemos a Agnes. A aflição e
miséria no mundo a afligia. E aos dezoito anos o seu sonho era servir “entre os
pobres mais pobres”. Fez votos nas Irmãs Nossa Senhora de Loreto, na Irlanda.
Ali, como noviça, Agnes estava aprendendo que devemos começar ajudando um. Ela
dizia que, por vezes a gente pensa que o que fazemos é como uma gota no mar,
mas é uma gota a menos no mar de sofrimento humano.
Em 24 de maio de
1931, Agnes Gonxha Bojaxhiu, a moça de 1.52 m de altura, escolheu o nome de
Teresa, e daí por diante ficou conhecida como Madre Teresa de Calcutá. Uma
baixinha radical, que insistia em viver as palavras de Jesus. Ela não queria
ser uma religiosa dentro de um convento, queria servir no meio dos miseráveis.
Não tinha medo do Evangelho, queria vivê-lo! Provocou o mundo com sua vida.
Muitos se juntaram a ela vindos de vários lugares e de várias classes sociais.
Abriram casas para receber e cuidar de miseráveis, leprosos, moribundos e
crianças deficientes. Ela explodiu uma revolução irresistível na cidade de
Calcutá. Incomodou, e alguns se voltaram contra ela. Seguir e viver Jesus,
incomoda!
Mas as críticas
não fizeram Agnes parar de procurar, ela era incansável: “Temos de ir à procura
das pessoas, porque podem ter fome de pão ou de amizade.” E qual tem sido a
nossa procura hoje? Temos tentado diminuir o sofrimento nesse mundo de alguma
forma? Isso é muito desafiador para nós! Geralmente vivemos tão acomodados! Tão
voltados para nossa própria vida! E as pessoas sofrendo estão as vezes bem
próximas de nós e isso não nos incomoda mais.
Nosso amor muitas
vezes é baseado naquilo que sentimos. Madre Teresa a esse respeito dizia que
mesmo nos dias que “não sentia” amor por Jesus, se levantava diariamente às 4
:30 da manhã e ia trabalhar por Jesus; dar banho em leprosos, cuidar de
doentes, porque cria que o amor autêntico requer compromisso, fidelidade e
vulnerabilidade e não necessariamente sentimentalidade. As boas obras, não vão
nos salvar, mas fomos salvos para fazer boas obras.
Minha intenção não
é exaltar a Madre Teresa. Mas quero exemplificar e inspirar; para nos sentirmos
desafiados em servir aos que sofrem. Deus usou a vida dela para provocar, tirar
muitos da apatia, do comodismo, da hipocrisia. Jesus também nos provocou com a
parábola do bom samaritano, mostrando que ajudar ao próximo não conhece
fronteiras ideológicas e nem religiosas! Por que será que muitas vezes fingimos
que não entendemos? Seria medo do preço a pagar? Que nossos medos e
preconceitos não nos ceguem. Que possamos ser os pés e as mãos de Jesus nesse
mundo. Que perseveremos em fazer pequenas coisas com um grande amor.
Com carinho,
Damares Sales
Costa

Uma mulher cheia de Deus.
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